Mesmo sem Neymar, Brasil é favorito na Copa América 2019

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A Copa América vai começar! Nesta sexta-feira, Brasil e Bolívia se enfrentam no Morumbi, abrindo o torneio de seleções mais importante da América do Sul. Jogando em casa, Tite e seus comandados tem o impactante desfalque de Neymar, porém, nem a ausência do craque tira o favoritismo da Amarelinha no título da edição.

Todos sabemos a fase ruim que Neymar vive fora de campo, com constantes lesões e uma suposta acusação de estupro do jogador. Porém, dentro de campo, o atacante sempre foi a referência da Seleção Brasileira e importante para os bons resultados da equipe. Se o peso das partidas cairiam sobre a estrela, agora Tite terá que se adaptar à situação, criando um time mais coletivo e que não dependa do talento individual de um atleta.

As últimas partidas sem Neymar mostraram uma equipe mais coletiva. O time se mostrou mais organizado, mas sem perder também o talento individual. Coutinho e Richarlison são algumas peças que podem resolver. A base do sistema defensivo da Copa do Mundo 2018 foi mantida, o que talvez seja a maior força do Brasil para o torneio. A grande mudança da equipe se dá no meio de campo, onde só Casemiro tem vaga assegurada. Os bons Arthur e Allan são jogadores que brigam por vaga na meiuca. Independentemente de quem o treinador escolher, a força da equipe deve prevalecer e o favoritismo brasileiro se mantém.

O fato do Brasil liderar a corrida rumo ao título não se deve apenas aos méritos próprios. Os deméritos dos concorrentes também ajudam a desequilibrar a balança. A Argentina vem com uma seleção totalmente reformulada para o torneio. O principal adversário do time da casa é o Uruguai, que tem bons nomes em seu elenco, mas vem oscilando desde o último ano. O mesmo se deve aos colombianos.

A Argentina vem à Copa América com diversos nomes novos em sua convocação. Sem seus medalhões como Mascherano e Higuain, o treinador Lionel Scaloni aproveitou para apostar em jovens como Rodrigo De Paul, Juan Foyth e Lautaro Martinez. Dez entre os 23 convocados nunca participaram de uma competição oficial com a camisa da albiceste. A aposta para o título recai novamente nos pés de Lionel Messi, que ao lado dos experientes Di Maria e Aguero, terá que liderar essa renovação para tentar sair do incomodo jejum de 26 anos sem títulos da Argentina.

Messi terá novamente a missão de ajudar no jejum de títulos da Argentina (Foto: Reprodução)

O Uruguai tem nomes de qualidade e experientes em todas as posições. Godin e Gimenez continuam formando a ótima dupla de zaga uruguaia. No meio de campo, os jovens Torreira, Vecino e Bentancur, que brilharam nesta temporada europeia, vem para agregar em um setor que o time sofreu com a falta de jogadores nos anos anteriores. Na frente, Cavani e Luis Suarez continuam sendo as esperanças de gols dos uruguaios. Um elenco bastante equilibrado e na mão do incansável Oscar Tabarez, que conseguiu bons resultados no ano (contra seleções nanicas) depois de altos e baixos em 2018, mas que ainda não foi testado contra grandes equipes. Um incógnita mas que pode surpreender.

Situação parecida vive os colombianos. A geração de jogadores é boa com zagueiros de qualidade (Mina e Sanchez), meias talentosos (Barrios, Lerma, Cardona e Cuadrado) e atacantes goleadores (Falcão e Zapata). Atletas que brilham em suas equipes pela Europa e que serão liderados pela referência máxima colombiana: James Rodriguez. O problema é que a seleção mostrou uma grande oscilação no ano na mão de Carlos Queiroz, com jogos sofríveis contra equipes asiáticas no início do ano (inclusive perdendo uma partida para a Coréia do Sul). A boa vitória sobre o Peru na última semana deu uma nova perspectiva à torcida, mas só no decorrer do torneio é que dará para saber aonde este time conseguirá chegar.

Fora da lista das principais seleções temos Chile, que após o bi do torneio sul-americano, caiu de rendimento, inclusive ficando fora da Copa do Mundo em 2018; Paraguai que tenta apagar a má impressão deixada nas últimas temporadas; Peru que não conseguiu empolgar nem com a volta à Copa do Mundo; Equador que não vence um jogo oficial desde 2016; Bolívia e Venezuela que historicamente não incomodam. Além dos convidados Qatar, campeão da fraca edição continental de seleções de Ásia; e Japão, que há tempos não faz um barulho no futebol mundial.

Some tudo o que foi escrito, com o fator casa e temos um Brasil favorito ao título desta edição da Copa América. Será necessário quase um mês para conhecermos quem erguerá o troféu da competição. A caminhada é longa até a decisão no dia 7 de julho, no Maracanã, por isso, ficaremos de olho.

Maracanã será palco da final da Copa América 2019 (Foto: Reprodução)

Grupo A

Brasil

Bolívia

Peru

Venezuela

Grupo B

Argentina

Colômbia

Paraguai

Qatar

Grupo C

Chile

Uruguai

Equador

Japão

Tabela do Brasil:

Brasil x Bolívia – 13/06 – 21h30

Brasil x Venezuela – 18/06 – 21h30

Brasil x Peru – 22/06 – 16h00

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