O Homem do Boné Vermelho

Andreas Nikolaus Lauda, nasceu em Viena, na Áustria, em 1949 e foi um dos melhores pilotos da história da Fórmula 1.

Sua última função no automobilismo foi como diretor da equipe Mercedes-AMG, que junto da parceria com Totto Wolf, lhe rendeu bons resultados e títulos mundiais – tanto para pilotos como para construtores.

Mas Niki (como era conhecido) não é famoso pelos feitos na Mercedes na F1. O ex-piloto tri-campeão mundial da F-1, foi vitorioso em uma época onde apareceram grandes nomes do esporte, como, Fittipaldi, Regazone, Villeneuve, Hunt, Jones, Prost, Piquet, Pace, Andretti, Peterso, entre outros.

Ele sempre foi um piloto muito técnico e agressivo. Entendia muito da dinâmica dos carros e era matador nos acertos de suspensão e câmbio.

Quando chegou na Ferrari, em 1974, chegou em 2º no seu 1º GP pela Escuderia Italiana, o Grande Prêmio da Argentina. E bastou apenas poucas semanas, em Jarama na Espanha, para subir no lugar mais alto do pódio.

Sua carreira na F-1 teve inicio em 1971, onde começou a correr pela equipe March. Chegou pagando sua vaga na equipe com seu próprio dinheiro, sem nenhum patrocínio e apoio familiar. Vindo da Fórmula 3 com ótimos resultados, já era sabido que Lauda vinha para a elite para marcar história.

Em 1973 fez um empréstimo no banco para pagar pela vaga de 2º piloto da BRM. A temporada não foi das melhores, mas mesmo assim, teve o apoio de Clay Regazzone para correr pela Ferrari em 1974.

Andando forte com o carro italiano em 1975, obteve cinco vitórias e se consagrou, vencendo seu 1º Campeonato Mundial no automobilismo.

Esse ritmo forte foi mantido em 1976, ainda na Ferrari, onde vinha disputando a liderança do campeonato com James Hunt. Só que em Nurburgring ele sofreu um acidente que acabou lhe marcando a vida toda.

Seu carro saiu de traseira e não foi possível segurar, batendo de frente em um barranco, transformando seu carro em uma bola de fogo. Desacordado e preso nas ferragens, teve seu corpo queimado, além de respirar muitos gases. No hospital, Lauda chegou a receber a extrema unção.

Seu quadro era crítico e ele até perdeu uma orelha com o fogo. Mas como um milagre, o piloto saiu desta situação, com os médicos espantados por sua recuperação rápida.

Lauda e Hunt protagonizaram a temporada de 1976 da Fórmula 1 (Foto: Reprodução)

Menos de 60 dias após o acidente, Niki já estava de volta a F-1. Ele ainda disputou o título de 1976 com Hunt, mas ficou em 2º, ficando a um ponto do líder.

Após uma aposentadoria relâmpago de três anos, se consagrou tri-campeão mundial pela equipe McLaren em 1984 em cima de nada menos que Alain Prost, seu então companheiro de equipe.

Após o troféu, Lauda ficou afastado da Fórmula 1 cuidando de seus negócios (como sua empresa aérea) e somente retornou em 1990, como consultor técnico da Ferrari. Foi também diretor da Jaguar por um período curto.

Em 2012 se tornou presidente não-executivo da equipe Mercedes e teve grande importância na participação das negociações que trouxeram Lewis Hamilton para a equipe.

Em 2013, teve sua história contada (junto com a de James Hunt) no filme Rush, onde mostra sobre a rivalidade da dupla na Fórmula 1 de 1976, além do acidente que marcou sua vida.

Lauda faleceu em 20 de maio de 2019 com 70 anos de idade devido a problemas renais. Ele havia passado por um transplante de pulmão em agosto de 2018 e apesar de uma boa recuperação inicial, seu estado de saúde se deteriorou nos meses seguintes.

Lendas como Niki Lauda serão lembradas para sempre pelos amantes do automobilismo. Fica na memória de todos, o cara bacana de voz marcante, pele enrugada, bom papo e o seu inconfundível boné vermelho.

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